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Dólar é negociado abaixo de 5 reais e Ibovespa acumula terceira queda seguida

Cotação do dólar cai para 4,998 reais; bolsa fecha em baixa e petróleo acumula forte alta semanal

25/04/2026 às 11:03
Por: Redação

No cenário internacional desta sexta-feira, o dólar comercial terminou o dia cotado a 4,998 reais, encerrando o pregão com retração de 0,1%. O movimento foi pautado por menor aversão ao risco no exterior, principalmente devido à expectativa em torno da retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, o que resultou em redução da busca global por ativos considerados mais seguros, como a moeda norte-americana, favorecendo as divisas de mercados emergentes, incluindo o real.

 

Apesar desse desempenho negativo no último pregão da semana, a moeda dos Estados Unidos acumulou elevação de 0,32% nos últimos cinco dias. Ainda assim, no acumulado do ano, a desvalorização do dólar frente ao real chegou a 8,92%, levando a moeda a alcançar o menor patamar registrado em mais de dois anos. Nas sessões recentes, o câmbio passou por ajustes técnicos, com investidores realizando parte dos lucros após a queda expressiva da moeda.

 

O Banco Central anunciou uma intervenção no mercado cambial por meio da oferta simultânea de dólares à vista e de contratos futuros, procedimento conhecido como "casadão". Entretanto, a autoridade monetária rejeitou as propostas apresentadas, sinalizando que, naquele momento, não considerou necessário atuar no mercado.

 

Ibovespa encerra com perdas sucessivas

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, finalizou esta sexta-feira com recuo de 0,33%, marcando 190.745 pontos, o menor fechamento desde 14 de abril. Durante a sessão, chegou a operar abaixo dos 190 mil pontos, refletindo a decisão de investidores de vender ações a fim de embolsar ganhos após os recordes recentes. Este foi o terceiro pregão consecutivo de queda para o Ibovespa, que registrou alta em apenas uma das últimas sete sessões.

 

Considerando a semana, o índice acumulou baixa de 2,55%. Mesmo diante das quedas, a bolsa segue positiva no mês, com avanço de 1,75%, e apresenta valorização de 18,38% no ano.

 

Entre as principais pressões para a queda do índice, destacaram-se o desempenho negativo de ações ligadas ao setor de petróleo e o ambiente externo, que apresentou movimentos mistos. Enquanto os índices de tecnologia das bolsas dos Estados Unidos terminaram o dia em alta, os indicadores referentes a setores mais tradicionais do mercado norte-americano apresentaram retração.

 

Petróleo oscila em meio a tensões internacionais

Os contratos futuros de petróleo apresentaram forte volatilidade durante a sessão desta sexta-feira, influenciados tanto pelo ambiente geopolítico quanto por sinais de possível relaxamento nas tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril de Brent, referência internacional utilizada pela Petrobras, fechou o dia com queda de 0,22%, negociado a 99,13 dólares. Já o barril do tipo WTI, referência no mercado norte-americano, encerrou cotado a 94,40 dólares, com recuo de 1,5% na sessão.

 

Apesar das oscilações diárias, o contrato Brent acumulou alta de 16% na semana, enquanto o WTI registrou aumento de quase 13% no mesmo período. Esse movimento expressivo reflete as preocupações relacionadas ao fornecimento mundial de petróleo, em especial devido ao conflito no Oriente Médio. O tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento do produto, permanece em situação crítica, com redução do fluxo e registros de apreensão de embarcações.

 

As negociações seguem permeadas por cautela dos investidores, mesmo diante da extensão do cessar-fogo no Irã e da sinalização de retomada do diálogo entre as potências envolvidas.

 

Informações adicionais sobre o contexto econômico internacional foram fornecidas pela agência Reuters.

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