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Lula defende etanol brasileiro e critica regulamentação europeia

Presidente ressalta pioneirismo nacional em energia limpa e alerta para impacto de novas regras da União Europeia

20/04/2026 às 15:40
Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou sua visita à Alemanha, na segunda-feira (20), para destacar a liderança do Brasil no desenvolvimento de biocombustíveis e expressar desaprovação às políticas ambientais recentemente adotadas pela União Europeia (UE). As declarações foram proferidas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que ocorreu na cidade de Hanôver.

 

Em sua manifestação, o chefe de Estado brasileiro enfatizou o desempenho superior do etanol nacional, produzido a partir da cana-de-açúcar, e traçou um paralelo com as metas europeias para a transição energética.

 

“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse, ao citar que a UE espera chegar a 50% de renováveis em sua matriz até 2050 enquanto o Brasil já cumpriu essa meta em 2025.

 

Lula também apontou o setor de transporte como um dos maiores desafios para a descarbonização na Europa. Ele criticou a revisão do regulamento sobre biocombustíveis pela União Europeia, observando que as propostas em discussão desconsideram as práticas sustentáveis de uso do solo que são adotadas no Brasil.

 

O presidente recordou que, em janeiro, foi implementado um mecanismo unilateral para o cálculo de carbono. Este sistema, segundo ele, falha em reconhecer o baixo índice de emissões inerente ao processo produtivo brasileiro, que se fundamenta em fontes de energia renovável.

 

Ao abordar as possíveis consequências dessas medidas, Lula alertou para os riscos de tais decisões.

 

“Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros”, completou.

 

Finalizando sua intervenção, o presidente reiterou o compromisso do Brasil com o desenvolvimento e o aproveitamento das oportunidades da transição energética global.

 

“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, concluiu.

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