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Parada LGBT+ de SP de 2026 foca no voto e participação política

Evento que celebra 30 anos terá como tema 'A rua convoca, a urna confirma' para incentivar a cidadania em ano eleitoral.

25/04/2026 às 16:23
Por: Redação

A edição de 2026 da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, agendada para o dia 7 de julho na Avenida Paulista, terá como foco principal a importância do voto e da participação cívica. O evento, que ocorre em um ano de eleições presidenciais, adotou o tema “A rua convoca, a urna confirma” com o objetivo de intensificar o debate político entre os participantes.

 

Os organizadores da manifestação enfatizam que o voto se configura como um instrumento fundamental para a formulação de políticas públicas e para a garantia plena de direitos à comunidade.

 

“A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir”, diz Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).


 

Considerada uma das maiores celebrações da diversidade em escala mundial, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo celebra seu trigésimo aniversário em 2026. A primeira manifestação ocorreu em 1996, com início na Praça Roosevelt, e consolidou sua presença na Avenida Paulista a partir do ano seguinte.

 

Ao longo de suas três décadas, o evento tem sido palco para a discussão de pautas essenciais para a comunidade. Entre os tópicos já abordados estão o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a possibilidade de adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. Na edição anterior, em 2025, o debate central girou em torno do envelhecimento.

 

“A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável”, reforçou Pereira, por meio de nota.


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