Gabriel Araújo, nadador paralímpico natural de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi homenageado com o Prêmio Laureus, reconhecido como a principal honraria do esporte mundial, durante evento realizado nesta segunda-feira, dia 20, no Palácio de Cibeles, em Madri, na Espanha. Aos 23 anos, Gabrielzinho, como é conhecido, conquistou o troféu na categoria de melhor atleta com deficiência ao superar outros cinco indicados.
Na vigésima sexta edição do Laureus, Gabrielzinho foi o único representante brasileiro a ser premiado. Outros atletas do país, como João Fonseca, Rayssa Leal e Yago Dora, estiveram entre os finalistas em categorias distintas, porém não receberam a premiação este ano, conforme decisão dos 55 esportistas membros da Laureus World Sports Academy, responsável pelo júri.
Ao receber o troféu, Gabriel Araújo fez questão de agradecer publicamente:
"Eu gostaria de agradecer a Deus, à minha família por tudo que estamos construindo. Estar aqui é um sonho para mim. Agradeço ao meu técnico [Fábio Antunes] pelo apoio. Esse vai ser o primeiro de muitos, vamos continuar fazendo história."
O nadador mineiro de 23 anos alcançou no último ano o tricampeonato mundial paralímpico em Singapura nas provas de 50 metros e 100 metros costas, além dos 200 metros da classe S2, destinada a atletas com comprometimento físico-motor. Além dos títulos, Gabrielzinho estabeleceu um novo recorde mundial nos 150 metros medley. Nas duas últimas edições dos Jogos Paralímpicos, o atleta obteve seis medalhas: conquistou três ouros em Paris 2024, além de dois ouros e uma prata em Tóquio 2020.
O reconhecimento no Laureus 2026 veio após Gabriel Araújo superar, na votação, os nadadores Simone Barlaam, da Itália, e David Kratochvíl, da República Tcheca; as atletas do atletismo Catherine Debrunner, da Suíça, e Kiara Rodríguez, do Equador; e a jogadora de hóquei no gelo Kelsey DiClaudio, dos Estados Unidos.
Antes de Gabriel Araújo, o nadador paulista Daniel Dias já havia sido laureado com a mesma distinção nas edições de 2009, 2013 e 2016 do prêmio.
Outros atletas do Brasil estiveram entre os indicados ao Laureus 2026. A skatista Rayssa Leal, do Maranhão, e o surfista Yago Dora, de Santa Catarina, foram finalistas na categoria de melhor atleta de esportes de ação, ao lado de quatro concorrentes internacionais. Na votação desta categoria, a norte-americana Chloe Kim, do snowboard, foi a vencedora. Já João Fonseca, tenista carioca, disputou o prêmio de revelação do ano entre seis indicados, que acabou sendo entregue ao piloto inglês de Fórmula 1 Lando Norris.
A cerimônia em Madri consagrou diversos nomes do esporte mundial. O tenista espanhol Carlos Alcaraz foi eleito o melhor atleta masculino do ano, enquanto Aryna Sabalenka, da Bielorrússia, também do tênis, recebeu o prêmio de melhor atleta feminina. O título de jovem atleta ficou com Lamine Yamal, do futebol da Espanha.
Gabriel Araújo foi agraciado como melhor atleta com deficiência, representando a natação do Brasil. Lando Norris, do Reino Unido, ficou com o título de revelação do ano no automobilismo. O Paris Saint-Germain, da França, foi escolhido como equipe do ano no futebol.
O reconhecimento na categoria de melhor atleta em esportes de ação foi para a snowboarder Chloe Kim, dos Estados Unidos. Rory McIlroy, do Reino Unido, foi premiado pelo retorno do ano no golfe. O alemão Toni Kroos recebeu a distinção de inspiração esportiva, pelo futebol. O Fútbol Más foi contemplado pelo prêmio de esporte para o bem, também no futebol.
Nadia Comăneci, da Romênia, foi homenageada pelo conjunto da carreira na ginástica artística, recebendo o prêmio de conquista de vida.