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Pesquisas nucleares da USP migram para BH após incêndio em reator

Interrupção do IEA-R1 em São Paulo, devido a problemas no painel de controle, leva experimentos de irradiação de amostras a serem realizados no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear em Minas Gerais.

18/04/2026 às 11:12
Por: Redação

Os experimentos científicos que dependem da irradiação de amostras, antes realizados no reator nuclear de pesquisa IEA-R1 da Universidade de São Paulo (USP), serão temporariamente transferidos para o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, situado em Belo Horizonte, Minas Gerais. Essa medida foi adotada diante da falta de previsão para a conclusão dos reparos no painel de controle do equipamento, pertencente ao Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Ipen/CNEN).

 

O reator IEA-R1 já se encontrava inoperante desde o segundo semestre do ano de 2025, aguardando os ajustes necessários e a autorização para retomar suas atividades regulares. No dia 23 de março, entretanto, um incidente mais sério ocorreu quando um incêndio afetou parte da fiação do seu painel de controle. A situação foi rapidamente contida pela equipe local, com o auxílio do Corpo de Bombeiros, e foi confirmado que a segurança da instalação nuclear não foi comprometida.

 

Atualmente, o Ipen/CNEN está conduzindo uma investigação aprofundada para determinar as causas exatas do incêndio e está empenhado na busca e reposição dos componentes elétricos danificados na sala de controle.

 

Medidas para Continuidade das Pesquisas

 

Com o objetivo de evitar prejuízos às pesquisas conduzidas por estudantes e cientistas da USP, bem como de instituições parceiras, a gestão do Centro dos Reatores de Pesquisa do Ipen elaborou um plano de contingência. Este plano inclui o acionamento do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, uma unidade técnico-científica da CNEN localizada na capital mineira, para dar continuidade aos projetos que demandam a irradiação de amostras. Para essa finalidade, foi disponibilizado o reator IPR-1.

 

O Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares também comunicou que a logística para o envio e retorno dos materiais está sendo minuciosamente analisada.

 

Está sendo estudada criteriosamente para proporcionar que os avanços das pesquisas sigam e que haja o menor impacto possível aos alunos e pesquisadores.

Além disso, o instituto mencionou que prevê a implementação de ações contínuas para a modernização do reator de pesquisas, que atualmente representa o equipamento de maior potência em operação no território nacional. Essas iniciativas são consideradas especialmente importantes até a conclusão do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), um projeto em Iperó, São Paulo, com previsão de finalização para o ano de 2032.

 

O Ipen, no entanto, não emitiu nenhum posicionamento a respeito da produção de radiofármacos, uma operação que também era realizada pela unidade em São Paulo.

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