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Saúde distribui 2,2 milhões de vacinas contra covid-19 em todo o país

Remessa amplia para 6,3 milhões o total de doses distribuídas neste ano e reforça estoques regionais.

17/04/2026 às 03:21
Por: Redação

O Ministério da Saúde realizou, nesta quinta-feira (16), o envio de 2,2 milhões de novas doses da vacina contra a covid-19 para as 27 unidades federativas, incluindo estados e o Distrito Federal. Conforme informado pela pasta, essa remessa garante a manutenção dos estoques regionais, assegurando o atendimento às demandas locais de imunização.

 

Segundo comunicado emitido pelo ministério, a soma das doses de vacinas contra o coronavírus encaminhadas aos estados, apenas nos meses iniciais de 2026, alcança 6,3 milhões. No mesmo informe, a pasta reforçou que todos os estados brasileiros contam com quantidades suficientes do imunizante para suprir as necessidades da população.

 

As vacinas disponibilizadas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) são constantemente atualizadas de acordo com as variantes do vírus em circulação no território nacional. O ministério ressalta que, dentro da estratégia de imunização, grupos mais vulneráveis recebem prioridade na vacinação.

 

Cabe ao ministério realizar o abastecimento centralizado, mantendo um estoque nacional adequado às necessidades do país. Já os estados e municípios ficam responsáveis por distribuir as doses para cada unidade de saúde, além de organizar a logística local, controlar datas de validade e conduzir o processo de aplicação das vacinas.

 

Volume de vacinas enviadas e cobertura vacinal

Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde registrou o envio de 4,1 milhões de doses de vacina contra a covid-19 para os estados brasileiros. Do total despachado nesse período, 2 milhões de doses já foram administradas na população.

 

A nova remessa de 2,2 milhões de doses despachada nesta semana dá continuidade ao fluxo regular de distribuição e contribui para reforçar os estoques regionais, tanto para crianças quanto para adultos. Segundo a pasta, essa medida integra a estratégia de ampliação da cobertura vacinal em todo o país.

 

Categorias priorizadas e esquemas de vacinação

O esquema de vacinação definido no Brasil observa critérios específicos relacionados à idade e ao estado de saúde dos grupos atendidos, com o objetivo de proteger prioritariamente as pessoas consideradas mais suscetíveis a desenvolver formas graves da doença. Seguem os detalhes estabelecidos:

 

  • Idosos com 60 anos ou mais devem receber duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.
  • Gestantes são recomendadas a tomar uma dose a cada gestação, independentemente da idade ou do período gestacional, desde que respeitado um espaço mínimo de seis meses desde a última dose.
  • Crianças com idade entre seis meses e menos de cinco anos seguem um esquema básico de duas ou três doses, conforme o tipo de imunizante utilizado.
  • Pessoas imunocomprometidas, a partir de seis meses de idade, devem iniciar a vacinação com três doses básicas, além de receber doses periódicas subsequentes, sendo uma dose semestral, respeitando o intervalo mínimo de seis meses.
  • Na população geral, abrangendo indivíduos de cinco até 59 anos, deve ser aplicada uma dose para quem ainda não recebeu o imunizante anteriormente.

 

Além desses grupos, a estratégia vacinal inclui trabalhadores da área de saúde, pessoas com comorbidades, indivíduos com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, moradores em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

 

Para garantir a imunização adequada, o Ministério da Saúde orienta que todos procurem a unidade de saúde mais próxima a fim de verificar sua situação vacinal e manter todas as doses em dia.

 

Atualização sobre casos de covid-19 e recomendações

Até o dia 11 de abril de 2026, foram contabilizados 62.586 casos de síndrome gripal ocasionada pelo coronavírus. No mesmo período, houve a notificação de 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% desses (equivalente a 1.456 casos) relacionados à covid-19. O levantamento também registrou 188 óbitos por SRAG provocados pelo coronavírus.

 

“Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, concluiu o ministério.

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