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Crea-RJ multa empresa após acidente fatal na montagem de palco de show

MG Coutinho será autuada após morte de trabalhador durante montagem de palco de show em Copacabana. Polícia investiga causas do acidente.

28/04/2026 às 02:32
Por: Redação

A empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos será autuada e multada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) após o falecimento de um trabalhador envolvido na montagem do palco para o show da cantora Shakira, previsto para ocorrer no próximo sábado na Praia de Copacabana.

 

De acordo com informações repassadas pelo conselho nesta segunda-feira, fiscais constataram que a MG Coutinho Serviços Cenográficos não possui registro junto ao Crea-RJ para desempenhar atividades de engenharia, tampouco dispõe de responsável técnico habilitado para tais funções.

 

O acidente ocorreu na tarde de domingo, quando o serralheiro Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, teve as pernas esmagadas por um sistema de elevação enquanto trabalhava na montagem da estrutura do palco. O Corpo de Bombeiros não estava no local no momento do incidente; o trabalhador foi retirado do equipamento por colegas antes da chegada do socorro.

 

Gabriel foi encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na região do Leblon, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

 

Desde o dia 7 de abril, fiscais do Crea-RJ acompanham a montagem da estrutura do evento. Na segunda-feira, após o acidente, retornaram ao local com o objetivo de obter mais informações sobre as circunstâncias do ocorrido.

 

A partir do acidente, o conselho também notificou a Bônus Track, empresa responsável pela produção do evento, solicitando a apresentação da lista completa de empresas e profissionais que atuam na instalação e/ou manutenção técnica do show, bem como documentos como contratos e notas fiscais. A produtora tem um prazo de quatro dias, a partir desta segunda-feira, para responder à solicitação.

 

Até o fechamento da reportagem, não houve resposta da MG Coutinho Serviços Cenográficos aos pedidos de esclarecimento. A Bônus Track, por sua vez, encaminhou nota sobre o caso afirmando que lamenta o ocorrido e está oferecendo apoio à família do trabalhador falecido.

 

Autoridades avaliam causas do acidente e apuram responsabilidades

 

O delegado Ângelo Lages, titular da Delegacia Policial de Copacabana e responsável pela investigação, informou à imprensa que trabalha com duas possibilidades para o caso: homicídio culposo ou acidente de trabalho. De acordo com o delegado, o foco das investigações será o equipamento envolvido no acidente.

 

“Vamos trabalhar com as duas possibilidades e concentrar os trabalhos no equipamento”.

 

Lages também declarou que a apuração buscará identificar possíveis elementos de negligência, imprudência ou descumprimento de dever de cuidado. Conforme relato do policial, a versão inicial aponta que Gabriel realizava a soldagem de uma peça no momento em que teria solicitado a outro operador que baixasse o elevador, sendo então prensado entre os dois equipamentos.

 

Peritos da Polícia Civil retornaram ao local do acidente nesta segunda-feira para a realização de novas diligências técnicas. O delegado Ângelo Lages afirmou acreditar que o inquérito será concluído no prazo de um mês e que o laudo pericial sobre as causas do acidente também deve ser finalizado em até 30 dias.

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