Durante uma visita à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou o tema da possível retomada das ações hostis no Oriente Médio, diante do prolongamento das negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Lula se referiu ao embate na região como uma "guerra da insensatez".
“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”
O presidente também relembrou que já houve um entendimento acerca do tema nuclear entre Estados Unidos e Irã, intermediado por Brasil, Turquia e Irã em 2010. No entanto, segundo Lula, esse compromisso não foi aceito pelos governos norte-americano e pela União Europeia na época.
Lula afirmou que a falta de aceitação do acordo resultou em consequências negativas e reafirmou que o cenário atual poderia ter sido evitado caso o entendimento anterior tivesse sido mantido.
“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.
O presidente enfatizou ainda que a recusa ao acordo de 2010 levou à repetição das discussões atuais, reforçando seu ponto de vista quanto à irracionalidade do conflito. Ele destacou que os impactos dessa situação afetam diretamente a população, refletindo no aumento dos preços de produtos básicos e combustíveis.
“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.